domingo, 11 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Não, não é cansaço...
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Álvaro de Campos
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Sem titulo !

Vivo e sobrevivo dentro desta bolha, bolha que ninguém vê, sou apenas mais um fruto da minha ingenuidade. Vá, agora sim, tirem-me esta fenda que me tapa os olhos, limpei-me a poeira que se entranha entre eles, descolem-me as pestanas para que possa ver, troquem o sinal vermelho pelo verde, não deixem as minhas pálpebras fecharem, tirem-me o sinal de stop da frente, esfreguem-me o que quero na minha cara, por favor deixem-me só ver aquilo que quero. Ou aquilo que me faz bem. Eu quero, mas o meu querer não quer aquilo que a minha pessoa quer.
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