sábado, 7 de agosto de 2010

Sinto isso ...


Sinto-me assim, outra vez. Como perguntas tu, e eu, também. Não sei como me sinto, sinto que não sinto nada e sinto como sentisse tudo, tudo aquilo que as outras pessoas não sentem ou não querem sentir, a mim dá-me prazer. Dá-me gosto ver que o que sinto, que é um tudo, passe de repente para um nada, um vazio, que faz um eco enorme que ninguém ouve, esse vazio que respira num constante círculo de levezinhos suspiros. Esse nada deixa-me com um sorriso estúpido com a boca inclinada para o lado direito, como uma criança que recebe um presente e gosta porque é colorido e tem desenhos mas não percebe como se utiliza, ou mesmo a razão por o receber. É esse sorriso de que te falo. É essa angústia que eu sinto. É essa dor que me consome. É essa verdade que eu não fujo. É essa a ingenuidade que me envolve. É essa a ferida que dói. É esse suspiro que me corta a respiração. É esta a lucidez que eu necessitava. É essa a luz que não quero ver. É isso que não pretendo fazer.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Terminem com tudo…




Acabem com a inocência de uma criança, acabem com as folhas das árvores, acabem com a música, acabem com o por do sol na praia ou o amanhecer nas montanhas, acabem com a adrenalina ou com os ponteiros do relógio, acabem com a ingenuidade e a simpatia, acabem com os gelados no verão, e com a claridade do dia. Podem também acabar com os anjos no céu, ou com a sorte e o azar. Acabem com as fotografias e com a poluição, acabem com a garra de um leão, ou a elegância de um pinguim, acabem com os quereres e desejos, com a força de vontade e determinação. Acabem. Acabem com a falsidade e ate com a simplicidade. Acabem com as pestanas bonitas e com os cabelos despenteados, com o aroma matinal ou os domingos, acabem com as camisolas pretas e com a Coca-Cola, podem também acabar com o natal ou com os meus anos, ou com a inveja e dinheiro emprestado, com os olhos azuis e os aviões no ar, acabem com o alfabeto ou com os sonhos, acabem com o vento ou com as estrelas, acabem com os comboios ou com a comédia, o drama e a acção, ou com os sorrisos bonitos e as desculpas esfarrapadas. Acabem com tudo. Porque eu já acabei.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eu sou ... assim .




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Lutem pelo que realmente acreditam.