
" Vem mexer com os sentimentos ;
Vem dançar sobre os meus desejos ;
Vou rir mais sem que dês certezas do que temos ;
Vou dar voltas ao pensamento e esperar o melhor!"


Não sei como me sinto, o que pensar, como agir ou pronunciar.
Gosto de múltiplas pessoas! Das retraídas, obstinadas, das desorganizadas, desconfiadas, das carinhosas ou preguiçosas. Acima de tudo gosto de conviver e de aprender com a dissemelhança entre os seres.
Mas há pessoas que nos tocam. Há pessoas que nos fazem sentir bem, que nos fazem contemplar que existimos decerto com uma finalidade.
É admirável como pensamos tantas vezes em determinada pessoa ao longo do dia e não sabemos como nem porquê ela emerge no nosso pensamento.
Surge somente sem avisar nem solicitar permissão, surge como se fosse uma porção do nosso ser.
Leva-nos a sonhar, a formar aquilo que planeamos e que nos realiza.
É bom sentir que também surgimos sem “carta-branca” na mente daqueles que nos surgem no nosso pensamento, e nos fazem reflectir em momentos únicos vividos perto de alguém que nos faz sentir bem.
È algo que não compreendemos nem tão pouco, sabemos explicar.
É algo que estará presente eternamente na nossa existência e nada podemos fazer para combater isso.
Porque há pessoas que nos fazem sentir que realmente permanecemos vivos.
Sinto o tempo a escorregar pelas mãos, e eu não o poder agarrar. Sinto que estou a deixar passar a minha vida e eu não posso fazer nada. É estranho. Sinto que sou a ultima pessoa a que as pessoas vêm contar as novidades, mas sinto que sou a primeira a quem as pessoas vêm pedir ajuda, mas ao mesmo tempo sinto que não sei fazer nada nem ajudar ninguém.
Dizem que ajudo, mas quem afinal quem me ajuda?
As pessoas pensam que estou sempre bem, por sorrir para desconhecidos, por mandar as minhas piadinhas, por dar enormes risos estridentes na rua, por ter sempre uma palavra amiga e de consolo, por querer sempre ajudar toda a gente, por desculpar toda a gente, embora as vezes não merecessem, as pessoas pensam que estou bem, por isto…
Mas até acaba por ser normal, provavelmente pensaria exactamente igual,afinal, sou um ser humano!
Mas hoje sinto-me relativamente bem, sinto que tenho de aproveitar bem a vida, viver cada dia como se fosse um prémio, viver bem “ o agora” o tentar adiar o futuro próximo e longínquo, sinto que tenho de aprender a viver.